Sábado, Novembro 21, 2009

Talvez

"I don't want to be the one to say goodbye
But I will, I will, I will"

Mais palavras para quê...um talvez aqui neste oceano tem toda a razão de ser. Não quero escrever as palavras "FIM" porque o fim só acontecerá quando já cá não estiver.

Sábado, Novembro 14, 2009

Fogo

Sinto-me a arder, e não é pela paixão, não é por amor, é por causa do sentimento de querer ser cinza, de ver o cinzento abraçar o azul do céu e o verde da esperança.

Sinto-me a arder, e não é por uma nobre causa, não é por ti nem por ninguém. Quero ver as minhas pegadas tatuadas no chão, só não sei se as vou querer ver passado uns dias, semanas, meses...

Sinto-me a arder, como sempre me senti quando vi os anos que me esperam, e os vi como as folhas de um caderno perdido algures, sem dono, sem ninguém que escrevesse nele.

Sinto-me a arder...Queria que fosse por paixão, por beijos levados pelo vento e mais tarde recebidos por alguém. Não gosto de mim, e daí ser impossível de gostar de alguém.

Sinto-me a arder, bem que poderia beber veneno acompanhado por vinho...e a tua boca era o poço da vida...

(Resolvi escrever um pouco, talvez por causa da junção de tanta coisa, mas no fundo as cinzas dizem mais do que possam imaginar e vou pegar numa vassoura e guardar as que restam neste chão em que piso todos dos dias.)

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Ciao Paris Away We Go

Tenho estado ausente, e ausente irei continuar. Não é por falta de tempo, não é por não me sentir inspirado mas por vezes até as rotinas cibernéticas têm a sua dose de saturação de modo a que não consigo vir a este espaço e escrever como dantes. Espero que em breve as palavras sejam novamente as minhas melhores amigas...por isso tenho estado ausente e ausente irei continuar.

Se estivesse nos meus dias, o que aqui deixo (uns trailers...) daria-me mil e uma razões (fora as outras) para voltar a pegar na minha história (que semana após semana está mais esquecida que as promessas dos políticos) e vir aqui e com poucas palavras escrever montanhas russas de palavras que nem sempre quem as lê pesca os peixes que por lá nadam...

Ciao Paris Away We Go...quem pensou que a razão da minha ausência era ter estado uns tempo em Paris errou (até que não me importava de lá ir..nunca vi Paris de noite!). Ciao, Paris e Away We Go são filmes que estava curioso de os ver, e gostei dos 3, posso dizer que todos eles têm aquilo que me faz apaixonar...o lado humano das pessoas. Enquanto "Ciao" vai por caminhos simplistas, e "Away We Go" mostra o percurso de um peculiar casal, "Paris" é o típico filme de me deixar KO...mosaico humano...mas todos eles o são...fiquei de alma lavada quando os vi, senti-me inspirado a cá vir, mas certamente não seria isto que escreveria se estivesse nos dias em que as palavras eram as minhas melhores amigas. Espero que gostem dos trailers e mais que isso...que vejam os filmes...

Sábado, Setembro 12, 2009

Algodão Doce


Nos teus beijos de algodão doce, meus lábios sorveriam o açúcar que deles gotejaria e pelo teu pescoço, minhas mãos o percorriam até chegar ao teu coração.


Sinto o teu corpo contra o meu, como se ele fosse a minha alma quando fecho os olhos e sonho…


Nos teus beijos de algodão doce, a tua cadência embrenhasse na minha…o compasso de espera não seria uma dança a sós, nem a tua voz soaria a falso, pois o trompete neste momento diz-me que afinal se as tais nuvens cor-de-rosa que me fazem lembrar o algodão doce existem é por alguma razão.


Não me sinto nas nuvens, mas sei que esse sentimento não é descabido…shiiiiiuuuuu não digas nada agora, ouve apenas…Vem cá…quero os teus beijos de algodão de doce, só assim estarei nas nuvens…e a cor é o menos!


(este texto é o resultado da música "Islands blues" de Koop...é uma mistura de Jazz com não sei mais o quê, mas é uma música que me seduz sempre que a ouço e nada melhor que um beijo imaginário para a acompanhar, já que um beijo real é ficção)



Sábado, Setembro 05, 2009

Ácido


A tua voz é ácido que se infiltra nas paredes dos meus ouvidos. Os tímpanos ficam inundados duma seiva que não resulta em folhas de papel, mas mesmo assim deixa escrever em mim padrões melódicos, sons e lacunas preenchidas de gatafunhos sonantes…o tempo é capaz de curar feridas abertas e porque é que teimamos tapá-las com pensos rápidos?


A tua voz continua a ser o ácido que desfaz o entulho, liberta a liberdade encafuada em fados de outros tempos e abre a sala de dança para os pins e pons electrónicos que juntamente com as elogias mundanas fazem do nosso dia o triunfo duma vida…e devemos querer sempre mais…mas nunca nos contentamos com o que temos.


A tua voz felizmente é ácido e é dele que preciso…desfaz-me nos teus lábios e leva-me contigo até onde a tua voz consiga ir…não me importo com gritos, desde que a ouça, é sinal que o ácido não acabou…conta-me coisas...e de mim espero poder dar o ácido que dizem que tenho, mas que recuso aceitá-lo.

Domingo, Agosto 30, 2009

The Informers

Porque acredito que nesta sociedade, vidas se cruzam, e por isso estamos todos ligados, filmes como Crash e Magnolia fazem parte do leque de filmes que gosto, aprecio, dizem-me muito, fazem-me pensar na vida e blah blah blah o resto é fácil de imaginar.

Há um escritor controverso que eu adoro chamado Bret Easton Ellis, e se não estou em erro com The Informers fica a faltar "Glamorama" e "Lunar Park" serem adaptados. Apenas não vi "Less Than Zero"..."American Psycho" foi um filme que é o que é e nem comento, e quanto a "The Rules of Attraction" apesar do filme ser +/- prefiro o livro, até já o li pelo menos 3 vezes, talvez porque na altura não sabia bem o que era a atracção por alguém. Hoje sei, e mesmo assim fico por vezes tentado a reler o livro mais uma vez. A obra deste escritor não a posso recomendar a ninguém por várias razões, a escrita é corrosiva, negra, confusa, um pouco exagerada, mas a realidade por vezes não é assim?

Posso dizer que com "The Informers" a tal lista de filmes com a fórmula de vidas que se cruzam aumentou. Adorei o filme, apesar de que no livro o que é escrito é em forma de pequenas histórias, eles optaram por pegar em algumas e fazer um filme...e que filme.

O filme desenrolasse em 1983 e a imagem que o Bret Easton Ellis tem a sociedade está lá espelhada. É certo que nessa altura o mundo era uma concha bem diferente da actual e as pérolas de outros tempos agora são simples rascunhos escritos por quem vive correndo todos os riscos. Não querendo falar em demasia da história, o filme mostra o que é o amor, a droga, os vícios, a ambição, a falta de coerência, e em que por vezes tudo vale e a falta de valores acaba por ser uma arma mortal...afinal de contas era o ano de 1983 em que a vida pedia que fosse vivida a todo o gás e como diz uma das personagens (o actor em causa morreu recentemente se não estou em erro) há coisas que uma pessoa tem que estar disposta a fazer para subir na vida...se pensarmos bem, quem viu ou irá ver o filme, há coisas que não mudam...o amor continua a ser amor, a droga mantém-se infiltrada nas veias da sociedade, os vícios facilmente são camuflados, a ambição justifica os meios, e a falta de coerência é o prato do dia, e quem tem fome acaba por comer.

Adorei o filme por muitas razões...deixo o trailer e espero que gostem, o elenco é do melhor, e se não estou em erro a cena final é como uma porta aberta para uma outra realidade...sobre essa mesma cena, fui ao livro que há uns anos não abria encontrar essa história. Ela estava lá, e na altura em que a li não percebi o sentido...o filme fecha com uma chave de ouro a meu ver. Mas é a minha humilde opinião sobre um filme que acredito que grande parte das pessoas não irá gostar.

Quem puder ver o filme, veja e corra o risco de no final pensar que é o filme banal, um pouco frio e blah blah blah...nos dias que correm o blah blah blah é o mais fácil de se escrever. Fico por aqui!

(Estou ainda a ver se consigo organizar as minhas ideias de modo a que consiga comentar com cabeça os textos que tenho lido nos blogs que visito. Sei que estou em falta mas por mais que queira escrever é complicado.)

Domingo, Agosto 23, 2009

Marion Cotillard


Hoje vi finalmente "La Vien en Rose" e percebo perfeitamente porque razão Marion Cotillard levou o oscar de melhor actriz. O filme deixa-me sem palavras...

Aproveito para partilhar aqui um filme que já há uns anos com ela e com um outro actor francês que também gosto muito (que por sinal é o marido da Marion). "Jeux D'enfant" foi uma surpresa e foi aí que descobri uma excelente actriz chamada de Marion Cotillard. Este filme tem um pouco de tudo, comédia, romance, drama e um final que é daqueles que faz abrir brechas...e mais não digo. Adorei!